
Após 4 anos, queríamos ter uma perspectiva geral do que os nossos alumni em BH,
Antes de começar a falar sobre como fazer a criação do seu pendrive bootavel Linux é importante entender um pouco mais sobre este sistema operacional.
Esse núcleo é o responsável por fazer a ponte comunicacional entre as aplicações e o hardware, assim como gerenciar todos os recursos do computador.
O primeiro ponto para essa mudança é o ganho na velocidade de processamento das requisições feitas pelo sistema.
Existem versões Linux que possuem uma interface gráfica atraente e de fácil utilização que utilizam pouquíssima memória RAM.
Além disso, como seu código é aberto, você tem a possibilidade de personalizar qualquer versão, melhorando ainda mais sua performance, assim como deixar o sistema do seu jeito.
A segurança é um ponto de destaque já que existe um baixo número de vírus realmente funcionais se observarmos o Windows.
De maneira geral, o Windows é um sistema operacional que não contribui para que um desenvolvedor realize a construção de programas de maneira eficiente, pois ele acaba deixando a máquina lenta, já que o sistema consome muita memória e processamento para manter seu funcionamento.
Já o Linux permite que o desenvolvedor tenha um alto grau de flexibilidade ao poder mudar as configurações centrais do sistema operacional.
Depois de criado com sucesso, você pode acessá-lo na BIOS (Basic Input/Output System, ou Sistema Integrado de Entrada e Saída) do seu computador, que por sua vez pode ser encontrado apertando os comandos de ativação da mesma.
Esse comando de ativação varia de computador para computador, mas geralmente são algumas dessas teclas: F2, F8, F12, Del ou Esc.
Depois de aparecer as opções da BIOS, você deve buscar pelos dispositivos boot e selecionar seu pendrive.
No entanto, muitos computadores, principalmente os notebooks mais modernos, não possuem entrada para CD/DVD. Desse modo, utilizar o recurso tradicional se torna inviável.
É nesse momento que o pendrive bootavel Linux entra. Sua criação e utilização é totalmente virtual e não precisa de mídias externas para seu funcionamento. Além do fácil manuseio, a formatação via pendrive é consideravelmente mais rápida, já que o computador pode acessar as informações necessárias direto da fonte.
De maneira geral, você precisa seguir 3 passos principais para criar seu pendrive bootavel Linux. Veja a seguir os quatro passos para criar um pendrive bootável Linux:
Normalmente o lançamento de suas atualizações acontecem de 6 em 6 meses. As novidades são de fácil identificação, já que o número das versões recebem os dígitos do ano e mês.
Apesar de sua interface ser diferente de outros sistemas operacionais e versões do Linux, o que pode causar certo estranhamento, o Ubuntu é muito fácil de usar e possui um ótimo reconhecimento de hardware.
Depois de escolher a versão do Linux no qual você deseja criar seu pendrive bootavel Linux é o momento de baixar a ISO de instalação.
Ao contrário do que muitos pensam, a imagem ISO não contém características de uma imagem. Essa é uma extensão capaz de agrupar grandes aglomerados de arquivos garantindo seu bom funcionamento.
O nome “imagem” se dá pelo fato de você conseguir realizar cópias desses arquivos sem prejudicar a usabilidade. Já o nome ISO (Organização Internacional de Padronização ou International Organization for Standardization, em inglês) é derivado do conjunto ISO 9660, muito utilizado em mídias de CD-ROM.
No entanto, ao longo do tempo esse conceito se expandiu e hoje é possível agrupar outros tipos de arquivos.
Também é importante frisar que esse tipo de extensão não tem a capacidade de comprimir nenhum material.
Diferente da extensão .ZIP, o tamanho do arquivo agrupado em iso será exatamente o mesmo da versão desagrupada.
Caso você deseje criar sua própria imagem ISO, poderá utilizar ferramentas como Free DVD ISO Burner ou Free ISO Creator, ambos os softwares são gratuitos.
O terceiro passo talvez seja um dos mais simples até agora, mas não deixa de ser menos importante.
Formatar seu pendrive, além de deixá-lo com capacidade máxima de armazenamento disponível, também vai contribuir para facilitação da leitura da imagem ISO que você baixou anteriormente.
Para quem utiliza o sistema operacional Windows no PC, pode seguir esses passos para fazer a formatação completa do dispositivo de armazenamento externo.
Nos computadores que usam o macOS o procedimento é um pouco diferente, mas segue a mesma lógica. Veja o passo a passo:
O processo para formatação da sua mídia flash USB no Linux é um pouco diferente dos outros sistemas mencionados acima.
No entanto, ele se mantém a mesma para qualquer versão que você esteja utilizando (Ubuntu, Debian…).
Veja como fazer seguindo as orientações abaixo:
Caso contrário o sistema pode apontar que o arquivo está em uso. Para isso você pode usar o comando:
$ sudo umount /dev/sdb1
Perceba que a parte final (/dev/sdb1) é o diretório e o dispositivo localizado anteriormente;
Agora que seu pendrive está pronto para receber os arquivos ISO, é hora de começar o processo de gravação.
Para essa tarefa você vai precisar do auxílio de um programa feito para esse tipo de operação. Atualmente existem diversas plataformas com esse intuito.
Cada uma se comporta de maneira diferente e se adequa a distintos tipos de sistemas operacionais.
A seguir listamos os 7 programas mais usados e adequados para a conclusão da etapa de gravação da imagem ISO em seu dispositivo de armazenamento externo, junto ao passo a passo de utilização de cada um deles.
Acompanhe a leitura!
Saber os comandos Linux é muito importante para qualquer desenvolvedor que deseja criar um pendrive bootavel Linux, pois isso além de facilitar no momento da criação, também aumenta seu leque de conhecimento.
No entanto, para aqueles que não desejam se aprofundar nesse conhecimento agora, pode se aventurar na utilização de alguns programas seguros e fáceis de manusear.
A maioria deles utiliza uma interface gráfica bem intuitiva e dinâmica, otimizando o trabalho no processo de gravação da imagem ISO.
Você também encontra alguns canais no Youtube que ensinam programação e também falam desses sistemas.
Conheça alguns desses programas a seguir!
Esse é um programa gratuito que pode ser executado no sistema operacional Windows a partir da 7° geração, Linux e macOS.
Muito utilizado entre os desenvolvedores, o Rufus é um dos programas mais rápidos para a tarefa de formatação e criação de uma mídia externa bootavel.
Apesar de ser potente, seu arquivo de instalação não passa de 1.1MB, o que é uma maravilha para aqueles que têm uma conexão de internet ruim ou pouca memória interna.
O programa suporta mais de 36 idiomas. O mais interessante é que você não precisa instalar o software na sua máquina, ele possui uma assinatura digital que o permite apenas ser executado.
Sem muitos segredos, fazer a gravação da imagem ISO utilizando o Rufus é bem simples.
Depois de ter feito as etapas mencionadas acima (escolher a versão Linux que deseja salvar, baixar imagem ISO e formatar pendrive), você pode seguir os passo abaixo:
O YUMI (Your Universal Multiboot Installer ou Seu instalador de inicialização múltipla universal em português) também tem um funcionamento bem simples.
Ao contrário do Rufus, ele só pode ser executado no sistema operacional Windows. No entanto, seu diferencial é o suporte ao multiboot USB.
Isso permite que o usuário realize a gravação de múltiplos sistemas operacionais, antivírus e outros softwares no mesmo pendrive.
O processo de gravação da imagem ISO, embora seja simples, ao utilizar o YUMI é preciso estar atento, pois, por ser multiplataforma, ele possui mais opções que os demais programas.
Veja como criar um pendrive bootavel Linux a seguir:
O Universal USB Installer é um versão simplificada do YUMI. O software é compatível com o Windows XP, Vista e 7.
Assim como os programas anteriores, sua utilização não tem muitos segredos e o programa é bem intuitivo.
Embora ele seja da mesma família do YUMI, o programa não é multiboot e portanto seu uso se resume a apenas gravação de imagem ISO.
Durante seu processo de gravação, você pode seguir atalhos para escolher a versão mais adequado deste sistema operacional.
Ele também faz os processos de formatação e desinstalação de uma imagem ISO do pendrive, assim como existe a possibilidade de gravar mais de um sistema operacional numa mesma mídia.
A principal diferença dele fica por conta do seu visual colorido e chamativo, bem diferente dos outros programas que executa a mesma tarefa.
Embora a ferramenta tenha um estilo gráfico peculiar, continua sendo bem intuitivo e com informações bem organizadas.
É importante frisar que ele suporta quase todas as versões do Ubuntu e só pode ser executado no Windows.
O download do arquivo EXE pode ser feito no site oficial do programa.
Passo a passo para criar um pendrive bootavel com o LinuxLive USB Creator
Você tem opções: mídia CD/DVD que estiver no computador, imagem ISO armazenada na sua máquina ou fazendo o download de uma versão Linux naquele momento;
3. Depois é só clicar no ícone de raio e aguardar a conclusão da gravação.
Para os programadores em início de carreira que já usa o sistema operacional Linux pode fazer todo procedimento de criação do pendrive direto no sistema.
Apesar dessa funcionalidade existir em todas as versões do sistema operacional, ele pode ser encontrado por diferentes nomes a depender da versão.
Caso não encontre fazendo uma busca por “Criador de Disco Linux”, pode tentar a procura por “Gravador de Imagem USB” ou “Criador de disco USB inicializável”.
Para utilizar esse recurso não existe muito segredo. Ao acessar a interface do programa, basta selecionar a Imagem ISO que deverá ser gravada e o pendrive que irá receber a gravação.
Depois é só aguardar o procedimento finalizar e remover o pendrive. Lembre-se de baixar a versão do Linux antes de fazer qualquer procedimento neste programa.
O UNetBootIn é um software multiplataforma criado em 2009 e totalmente gratuito.
Ele é muito parecido com o YUMI pois também permite que o usuário escolha a versão do Linux que deseja gravar em seu pendrive. Existe um leque de opções bem grande.
Seu diferencial fica por conta da sua alta capacidade de compressão dessas imagens ISO, tornando o programa muito mais leve do que o seu “concorrente”.
Ele precisa efetuar uma instalação e possui versões compatíveis com o macOS, Linux e Windows.
O seu processo de gravação também possui algumas opções únicas desse software que pode ser um atrativo para os devs que desejam aprender coisas novas.
Seu layout utiliza recursos minimalistas e sua tela inicial tem apenas 3 botões:
As cores também são bem diferentes dos outros sistemas, ele utiliza tons mais escuros para compor seu gráfico de utilização.
O programa conta com uma versão gratuita e em breve terá o lançamento da sua versão pro que promete ser muito mais rápido, com expansão modular e gravação de diversos discos ao mesmo tempo.
O Linux é um sistema operacional bem flexível e suas versões utilizam o Kernel como parte central do seu funcionamento.
O Kernel por sua vez não ultrapassa o 100MB de tamanho, o que permite modificar o que for necessário para criação de versões mais enxutas.
A versão Tiny Core é conhecida pelo conceito que envolve sua criação “The Core Project is a highly modular based system with community build extensions” que em português é “O Projeto Central é um sistema altamente modular com extensões de construção da comunidade”.
Apesar do conceito chamativo, ele não possui uma interface gráfica muito atrativa, mas funcional.
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